segunda-feira, 13 de maio de 2019

Mais perseguição aos Católicos da África

Seis mortos em ataque a igreja católica no Burkina Faso

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20 a 30 homens armados mataram um padre e cinco outras pessoas a tiro antes de pegarem fogo à igreja, a lojas e a um café próximo. Não há detenções e o atentado não foi reivindicado.

Atacantes atearam fogo à igreja
Dia Online/Twitter
Um grupo de homens armados chegou de mota a uma igreja católica na cidade de Dablo, no Burkina Faso, interrompendo uma missa e matando a tiro seis pessoas. O The Guardian indica que os atacantes fizeram várias pessoas reféns antes de fugirem. A France 24 cita uma fonte dos serviços de segurança do país que indica que o atentado foi levado a cabo por “20 a 30 homens armados“.




Gunmen on motorcycles stormed a church in Burkina Faso 🇧🇫 Dablo on Sunday morning, killing 6 men, including the priest, before setting fire to the church and buildings in the areahttps://www.aib.media/blog/2019/05/burkina-six-catholiques-tues-dans-lattaque-dune-eglise/ 


Em comunicado oficial, o governo do país indica que os terroristas atearam propositadamente fogo à igreja, a uma loja próxima e a dois carros. Durante a fuga, os terroristas saquearam ainda um centro hospital local, destruindo o carro de um enfermeiro, de acordocom a CNN. A Vox avança que os atacantes terão destruído propositadamente estabelecimentos que servisse álcool. Os incêndios aparentam já ter sido controlados.




Breaking news ⏰
Burkina Faso, attacco ad una chiesa. Uccisi un prete e cinque fedeli.
L'irruzione di un gruppo di jihadisti nella parrocchia di Beato Isidore Bakanja di Dablo in Burkina Faso, ha ucciso il sacerdote Abbé Siméon Yampa, di 34 anni, e altre 5 persone.


A BBC afirma que os residentes estão frustrados pela demora na resposta das forças militares que se encontravam numa base do exército próxima. Fontes das forças de segurança indicaram à AFP que foram enviados reforços militares desde Barsalogho para ajudar nos esforços de busca e captura.
O presidente da câmara municipal de Dablo, Ousmane Zongo, explicou ao The Guardian que não foram feitas quaisquer detenções, e que se vive na cidade um “clima de terror”. A zona do ataque foi isolada pelo exército e a população recebeu ordens para permanecer dentro de casa.


Os franceses Patrick Picque (à direita) e Laurent Lassimouillas (à esquerda) falam à imprensa depois de serem resgatados pelos militares franceses. Ao centro, uma refém sul-coreana que não foi identificada. (FRANCOIS GUILLOT/AFP/Getty Images)
Segundo a AFP, desde 2015 morreram 400 pessoas no país em atentados terroristas levados a cabo por grupos extremistas islâmicos incluindo o Ansarul Islam, o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos e o auto-proclamado Estado Islâmico do Grande Saara. Em abril, quatro católicos foram mortos numa aldeia próxima de Dablo. Semanas depois, um ataque a uma igreja protestante em Silgadji fez seis mortos.
Em fevereiro, o padre salesiano espanhol Antonio Cesar Fernandez fora morto na fronteira do Burkina Faso com o Togo, num ataque que tirou a vida também a quatro guardas fronteiriços. Também este ataque foi levado a cabo por um grupo de 20 homens armados.
O Centro Africano para Estudos Estratégicos nota que em 2015 houve três atos terroristas no país ligados ao extremismo islâmico. Em 2018 o número atingiu os 137.
Tanto a França — que colonizou o país até 1958 — como os Estados Unidos da América mantêm no Burkina Faso forças militares para combater grupos terroristas locais com ligações à al-Qaeda e ao auto-proclamado Estado Islâmico. A França tem cinco mil soldados entre Mali, Burkina Faso, Níger e Chade.
Os Estados Unidos anunciaram em fevereiro que iriam reforçar a sua presença na região. Segundo a CNN, os norte-americanos estavam a ponderar enviar mais conselheiros militares, operacionais dos serviços de informação e material de vigilância, como, por exemplo, drones para ajudar no combate à ameaça terrorista crescente. A administração Trump, contudo, mantinha a intenção de diminuir o número de militares no continente africano.

Políticos internacionais condenam o ataque

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, reagiu ao atentado através do Twitter: “Estou horrorizado pelas notícias que chegam do Burkina Faso. Novamente um local de fé é alvo de violência. Os espaços de preces devem ser abrigos, não alvos“.
Em março, 50 pessoas foram mortas em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia. O atirador estava ligado ao movimento de supremacia racial branca. Já no final de abril, um único atacante, de extrema-direita, matou uma pessoa e feriu outras três num ataque a uma sinagoga na Califórnia, Estados Unidos da América.
Appalled by the news coming from Burkina Faso. Once again, a place of worship is the target of violence. Houses of worship should be havens, not targets.
449 pessoas estão falando sobre isso
Já o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, sublinhou que “o genocídio de cristãos por todo o mundo tem de parar”.
A priest and five worshippers were killed in during mass. My thoughts go out to the families of the victims. The genocide of Christians around the world must stop!
226 pessoas estão falando sobre isso
O presidente do Burkina Faso, Roch Kaboré, demonstrou pesar após o atentado, em declarações ao Burkina 24: “Condeno energicamente o ataque levado a cabo contra a igreja católica de Dablo. É completamente inaceitável“.
O maior partido da oposição, o UPC, chamou atenção para o crescendo de violência religiosa no Burkina Faso, considerando a série de ataques a igrejas nos últimos meses como uma “nova tática” de um inimigo comum: “A estratégia consiste em dividir-nos, a opor-nos para nos fazer combater”. O UPC pediu que o regresso da “tolerância lendária” do país.
Cerca de 60% da população do Burkina Faso é muçulmana, enquanto que 23% pratica o cristianismo, segundo um censo de 2006. Historicamente, os dois grupos mantiveram relações pacíficas, mas houve um aumento visível nos incidentes violentos nos últimos quatro anos, ligado à crescente presença de grupos extremistas na região.

**Notícia atualizada às 23h18 de 12 de maio de 2019, corrigindo um erro na tradução das declarações de António Guterres**
Siméon Yampa, um padre de 34, foi uma das vítimas mortais

Burkina Faso vive crescendo de violência terrorista

Este é o terceiro ataque a igrejas católicas no país em cinco semanas, e surge dois dias depois das forças especiais francesas terem libertado quatro pessoas sequestradas no norte do país. Dois soldados
morreram durante o resgate. Temia-se que os reféns fossem entregues a um grupo extremista islâmico, a Frente de Libertação de Macina.



Os franceses Patrick Picque (à direita) e Laurent Lassimouillas (à esquerda) falam à imprensa depois de serem resgatados pelos militares franceses. Ao centro, uma refém sul-coreana que não foi identificada. (FRANCOIS GUILLOT/AFP/Getty Images)
Segundo a AFP, desde 2015 morreram 400 pessoas no país em atentados terroristas levados a cabo por grupos extremistas islâmicos incluindo o Ansarul Islam, o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos e o auto-proclamado Estado Islâmico do Grande Saara. Em abril, quatro católicos foram mortos numa aldeia próxima de Dablo. Semanas depois, um ataque a uma igreja protestante em Silgadji fez seis mortos.
Em fevereiro, o padre salesiano espanhol Antonio Cesar Fernandez fora morto na fronteira do Burkina Faso com o Togo, num ataque que tirou a vida também a quatro guardas fronteiriços. Também este ataque foi levado a cabo por um grupo de 20 homens armados.
O Centro Africano para Estudos Estratégicos nota que em 2015 houve três atos terroristas no país ligados ao extremismo islâmico. Em 2018 o número atingiu os 137.
Tanto a França — que colonizou o país até 1958 — como os Estados Unidos da América mantêm no Burkina Faso forças militares para combater grupos terroristas locais com ligações à al-Qaeda e ao auto-proclamado Estado Islâmico. A França tem cinco mil soldados entre Mali, Burkina Faso, Níger e Chade.
Os Estados Unidos anunciaram em fevereiro que iriam reforçar a sua presença na região. Segundo a CNN, os norte-americanos estavam a ponderar enviar mais conselheiros militares, operacionais dos serviços de informação e material de vigilância, como, por exemplo, drones para ajudar no combate à ameaça terrorista crescente. A administração Trump, contudo, mantinha a intenção de diminuir o número de militares no continente africano.

Políticos internacionais condenam o ataque

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, reagiu ao atentado através do Twitter: “Estou horrorizado pelas notícias que chegam do Burkina Faso. Novamente um local de fé é alvo de violência. Os espaços de preces devem ser abrigos, não alvos“.
Em março, 50 pessoas foram mortas em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia. O atirador estava ligado ao movimento de supremacia racial branca. Já no final de abril, um único atacante, de extrema-direita, matou uma pessoa e feriu outras três num ataque a uma sinagoga na Califórnia, Estados Unidos da América.
Appalled by the news coming from Burkina Faso. Once again, a place of worship is the target of violence. Houses of worship should be havens, not targets.

449 pessoas estão falando sobre isso
Já o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, sublinhou que “o genocídio de cristãos por todo o mundo tem de parar”.
A priest and five worshippers were killed in during mass. My thoughts go out to the families of the victims. The genocide of Christians around the world must stop!

226 pessoas estão falando sobre isso
O presidente do Burkina Faso, Roch Kaboré, demonstrou pesar após o atentado, em declarações ao Burkina 24: “Condeno energicamente o ataque levado a cabo contra a igreja católica de Dablo. É completamente inaceitável“.
O maior partido da oposição, o UPC, chamou atenção para o crescendo de violência religiosa no Burkina Faso, considerando a série de ataques a igrejas nos últimos meses como uma “nova tática” de um inimigo comum: “A estratégia consiste em dividir-nos, a opor-nos para nos fazer combater”. O UPC pediu que o regresso da “tolerância lendária” do país.
Cerca de 60% da população do Burkina Faso é muçulmana, enquanto que 23% pratica o cristianismo, segundo um censo de 2006. Historicamente, os dois grupos mantiveram relações pacíficas, mas houve um aumento visível nos incidentes violentos nos últimos quatro anos, ligado à crescente presença de grupos extremistas na região.

**Notícia atualizada às 23h18 de 12 de maio de 2019, corrigindo um erro na tradução das declarações de António Guterres**

Os franceses Patrick Picque (à direita) e Laurent Lassimouillas (à esquerda) falam à imprensa depois de serem resgatados pelos militares franceses. Ao centro, uma refém sul-coreana que não foi identificada. (FRANCOIS GUILLOT/AFP/Getty Images)
Segundo a AFP, desde 2015 morreram 400 pessoas no país em atentados terroristas levados a cabo por grupos extremistas islâmicos incluindo o Ansarul Islam, o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos e o auto-proclamado Estado Islâmico do Grande Saara. Em abril, quatro católicos foram mortos numa aldeia próxima de Dablo. Semanas depois, um ataque a uma igreja protestante em Silgadji fez seis mortos.
Em fevereiro, o padre salesiano espanhol Antonio Cesar Fernandez fora morto na fronteira do Burkina Faso com o Togo, num ataque que tirou a vida também a quatro guardas fronteiriços. Também este ataque foi levado a cabo por um grupo de 20 homens armados.
O Centro Africano para Estudos Estratégicos nota que em 2015 houve três atos terroristas no país ligados ao extremismo islâmico. Em 2018 o número atingiu os 137.
Tanto a França — que colonizou o país até 1958 — como os Estados Unidos da América mantêm no Burkina Faso forças militares para combater grupos terroristas locais com ligações à al-Qaeda e ao auto-proclamado Estado Islâmico. A França tem cinco mil soldados entre Mali, Burkina Faso, Níger e Chade.
Os Estados Unidos anunciaram em fevereiro que iriam reforçar a sua presença na região. Segundo a CNN, os norte-americanos estavam a ponderar enviar mais conselheiros militares, operacionais dos serviços de informação e material de vigilância, como, por exemplo, drones para ajudar no combate à ameaça terrorista crescente. A administração Trump, contudo, mantinha a intenção de diminuir o número de militares no continente africano.

Políticos internacionais condenam o ataque

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, reagiu ao atentado através do Twitter: “Estou horrorizado pelas notícias que chegam do Burkina Faso. Novamente um local de fé é alvo de violência. Os espaços de preces devem ser abrigos, não alvos“.
Em março, 50 pessoas foram mortas em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia. O atirador estava ligado ao movimento de supremacia racial branca. Já no final de abril, um único atacante, de extrema-direita, matou uma pessoa e feriu outras três num ataque a uma sinagoga na Califórnia, Estados Unidos da América.

Appalled by the news coming from Burkina Faso. Once again, a place of worship is the target of violence. Houses of worship should be havens, not targets.


Já o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, sublinhou que “o genocídio de cristãos por todo o mundo tem de parar”.

A priest and five worshippers were killed in during mass. My thoughts go out to the families of the victims. The genocide of Christians around the world must stop!


O presidente do Burkina Faso, Roch Kaboré, demonstrou pesar após o atentado, em declarações ao Burkina 24: “Condeno energicamente o ataque levado a cabo contra a igreja católica de Dablo. É completamente inaceitável“.


O maior partido da oposição, o UPC, chamou atenção para o crescendo de violência religiosa no Burkina Faso, considerando a série de ataques a igrejas nos últimos meses como uma “nova tática” de um inimigo comum: “A estratégia consiste em dividir-nos, a opor-nos para nos fazer combater”. O UPC pediu que o regresso da “tolerância lendária” do país.
Cerca de 60% da população do Burkina Faso é muçulmana, enquanto que 23% pratica o cristianismo, segundo um censo de 2006. Historicamente, os dois grupos mantiveram relações pacíficas, mas houve um aumento visível nos incidentes violentos nos últimos quatro anos, ligado à crescente presença de grupos extremistas na região.
**Notícia atualizada às 23h18 de 12 de maio de 2019, corrigindo um erro na tradução das declarações de António Guterres**

domingo, 21 de abril de 2019

Terror contra a Igreja na Páscoa

Explosões em hotéis e igrejas matam mais de 200 no Sri Lanka

Fiéis celebravam missa de Páscoa no momento das explosões. Segundo a polícia,

 ao menos dois homens-bombas participaram dos atentados

Redação, O Estado de S.Paulo
21 de abril de 2019 | 04h26
Atualizado 21 de abril de 2019 | 09h33

elo menos 207 pessoas morreram em uma série de atentados com explosivos contra quatro hotéis de luxo, um complexo de casas três igrejas no Sri Lanka, onde fiéis celebravam a missa de Páscoa neste domingo, 21. Entre os mortos, nove são estrangeiros, segundo as últimas informações. Há aproximadamente 450 feridos. O governo decretou estado de emergência em todo o país e impôs toque de recolher por tempo indeterminado, temendo novos ataques. Segundo a polícia, ao menos dois homens-bombas participaram das explosões. 


Sri Lanka
Militares protegem igreja Saint Anthony após explosões em Colombo, capital do Sri Lanka Foto: Eranga Jayawardena/ AP
As primeiras explosões aconteceram de forma coordenada em ao menos três hotéis de luxo de Colombo, capital de Sri Lanka, em uma igreja também da capital e outra em Katana, zona oeste do país. A terceira igreja atingida fica em Batticaloa, na zona leste da ilha, segundo Ruwan Gunasekara, porta-voz da polícia do Sri Lanka.
Horas mais tarde, uma outra explosão foi registrada em um pequeno hotel próximo a um zoológico de Dehiwala, na capital, e matou pelo menos duas pessoas. A última detonação aconteceu em um complexo de casas na região de Dermatagoda, também em Colombo. Nesta, pelo menos três policiais foram mortos, segundo o secretário de Defesa, Hemasiri Fernando. De acordo com a polícia, a explosão foi causada por um homem-bomba. 
O ministro das Reformas Econômicas e Distribuição Pública, Harsha de Silva, escreveu no Twitter que as duas explosões parecem que foram "causadas por pessoas que fogem da justiça". O ministro de Defesa, Ruwan Wijewardene, afirmou  em entrevista coletiva que serão tomadas "medidas contra qualquer grupo extremista que estiver operando" no Sri Lanka. Por enquanto, nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques.
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
O arcebispo de Colombo, Malcom Ranjit, pediu às autoridades que "castiguem sem piedade" os responsáveis pelos atentados deste domingo. "Quero pedir ao governo que conduza uma investigação sólida e imparcial para determinar os responsáveis por este ato. E também que os castigue sem piedade, pois apenas animais podem se comportar assim", declarou.  

Autoridades condenam ataques

Durante as celebrações de Páscoa, no Vaticano, o Papa Francisco condenou o atentado. Ele afirmou que o episódio trouxe "pesar e sofrimento a várias igrejas e outros lugares de reunião em Sri Lanka". O Papa chamou o atentado de “violência cruel” e afirmou estar “perto” das vitimas da tragédia. 
Durante as celebrações de Páscoa, no Vaticano, o Papa Francisco afirmou que os atentados trouxeram "pesar e sofrimento a várias igrejas e outros lugares de reunião em Sri Lanka"

Os atentados conta minorias religiosas estão voltando a se repetir. Em 2018, o governo declarou estado de emergência após os enfrentamentos entre muçulmanos e budistas resultarem na morte de duas pessoa e na prisão de dezenas. No Sri Lanka, a população cristã representa 7% do total, enquanto os budistas chegam aos 70%. / AFP, EFE e REUTERS

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Genocídio na Nigéria.

Grande mídia ignora genocídio de cristãos que se intensifica na Nigéria

Desde fevereiro, mais de 120 cristãos foram assassinados por extremistas islâmicos na Nigéria.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST
ATUALIZADO: QUINTA-FEIRA, 28 MARÇO DE 2019 AS 9:27

Pessoas choram enquanto um caminhão carrega os caixões de pessoas mortas pelos Fulani, em Makurdi, Nigéria. (Foto: Reuters/Afolabi Sotunde)
Pessoas choram enquanto um caminhão carrega os caixões de pessoas mortas pelos Fulani, em Makurdi, Nigéria. (Foto: Reuters/Afolabi Sotunde)

Cristãos na Nigéria testemunharam outra rodada de ataques sangrentos na semana passada, quando terroristas do Boko Haram capturaram a cidade de Michika, no estado de Adamawa, no extremo leste do país, queimando prédios e trocando tiros com tropas do governo.
De acordo com um artigo publicado no Washington Examiner pelo jornalista Douglas Burton, o ataque continuou por horas com um número desconhecido de vítimas, embora os relatórios iniciais mencionassem: "dezenas de mortos". Burton é membro do conselho consultivo da organização “Save the Persecuted Christians” (STPC) (“Salvem os Cristãos Perseguidos”), que clama pela proteção de mais de 300 milhões de cristãos perseguidos em todo o mundo.

O padre Peter John Wumbadi é chefe da Igreja Católica de St. Anne em Michika. Wumbadi disse a Burton que "ouviu explosões de bombas e muitas balas perdidas", o que o motivou a levar seis estudantes da escola paroquial para o seu carro e passar por prédios em chamas e multidões de cidadãos em pânico que estavam correndo para se esconder.

Wumbadi dirigiu-se para a aldeia de Kalaa, onde ele e os estudantes se refugiaram na casa paroquial do padre Lawrence Ikeh, que fica a poucos quilômetros do Parque Nacional Sambisa. Acredita-se que cerca de 5.000 ou mais terroristas do Boko Haram se abriguem nos bunkers subterrâneos do parque.

"Depois daquele ataque, vim visitar as aldeias na área de duas milhas ao redor da minha igreja, e aquele lugar parecia um cemitério", disse o padre Ikeh, chorando. "Mais de 150 pessoas foram assassinadas".
Tensão
Em 2015, o Boko Haram foi classificado como o grupo terrorista mais letal do mundo pelo Instituto de Economia e Paz.
Como a CBN News relatou, pelo menos 120 pessoas foram mortas em uma série de ataques realizados pela milícia Fulani (islâmica) em comunidades cristãs na região de Adara, no sul de Kaduna, na Nigéria, desde fevereiro, segundo o grupo sem fins lucrativos ‘Christian Solidarity Worldwide’ (CSW). .
O massacre também continuaram no Congo, como a Portas Abertas dos EUA informou no início deste mês que seis cristãos, incluindo três mulheres e uma criança de nove anos, foram mortos em um ataque à aldeia cristã de Kalau, localizada perto da cidade de Beni.
Os atacantes faziam parte das Forças Democráticas Aliadas (ADF). A ADF foi formada há 24 anos por rebeldes muçulmanos ugandenses depois que eles se retiraram do exército ugandense.
Nos últimos cinco anos, centenas de civis morreram apenas na área de Beni, no Congo, de acordo com a Portas Abertas. Acredita-se que militantes da ADF mataram pelo menos 700 civis e mais de 20 membros da força de paz da ONU.
O ataque contra duas mesquitas na Nova Zelândia continuou dominando as manchetes na mídia americana desde que um autoproclamado racista matou 50 pessoas. Embora os ataques contra muçulmanos que vivem no mundo ocidental sejam extremamente raros, a situação não se compara à matança de cristãos que vivem no mundo muçulmano. De acordo com a Portas Abertas (USA), pelo menos 4.305 cristãos conhecidos pelo nome foram assassinados por muçulmanos por causa de sua fé, somente em 2018.
A organização “Aid to the Church in Need” (“Ajuda à Igreja Necessitada”), em seu último "Relatório de Liberdade Religiosa", advertiu que 300 milhões de cristãos, esmagadoramente na maioria dos países muçulmanos, foram submetidos à violência, tornando-a "a religião mais perseguida do mundo".
A Voz da Europa relata que as chances de um cristão em um país de maioria muçulmana ser assassinado por um muçulmano — simplesmente por ser o que ele é - são aproximadamente uma em 70.000. O que significa que um cristão que vive em um país de maioria muçulmana tem 143 vezes mais chances de ser morto por um muçulmano, simplesmente por ser cristão, do que um muçulmano é provável que seja morto por um não-muçulmano em um país ocidental por ser o que é.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

O que está acontecendo na França


Símbolos satânicos marcam série 

de ataques a igrejas na França

Cerca de 12 igrejas católicas na França foram alvo de uma série 

de ataques de vandalismo no último mês.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO WASHINGTON POST
ATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 5 ABRIL DE 2019 AS 11:02

Bombeiros contêm incêndio provocado na igreja de Saint-Sulpice, em Paris. (Foto: @agneswebste/Via Reuters)
Bombeiros contêm incêndio provocado na igreja de Saint-Sulpice, em Paris. (Foto: @agneswebste/Via Reuters)
Símbolos satânicos, cruzes com excremento humano, estátuas estilhaçadas no chão e incêndios devastadores. Estas são umas das características de uma série de ataques contra 12 igrejas católicas na França, realizados dentro de sete dias em março.
A tendência que se tornou comum em cidades menores foi confirmada por um recente incêndio em St. Sulpice, a segunda maior igreja de Paris. Incidentes como estes têm pouca atenção da imprensa, mas preocupam cada vez mais os líderes religiosos do país.
Entre os ataques, uma igreja na cidade de Nimes foi profanada com uma cruz de excrementos humanos, estátuas foram destruídas em um subúrbio de Paris e a cabeça da imagem de Jesus foi decapitada na comuna de Saint Gilles Croix de Vie.
As discretas reações aos ataques refletem o distanciamento da sociedade em relação à religião — não apenas o cristianismo, mas também outras..
“Nós não somos vítimas de uma ‘catolicofobia’”, disse o arcebispo Georges Pontier, chefe da conferência dos bispos franceses, à revista Le Point . “Em sua história, o judaísmo travou uma luta contínua contra grupos antissemitas. Nós, católicos da França, não precisamos enfrentar essa violência todos os dias”.
Também cresceram os ataques a outros locais religiosos, especialmente judaicos e muçulmanos. Os protestantes, que representam apenas 2% da população da França, foram alvo de poucos ataques contra suas igrejas, possivelmente por causa de seu distanciamento dos símbolos católicos.
Religião e sociedade
Apenas 5% dos católicos franceses participam da missa dominical, fazendo com que muitas igrejas ao redor do país tenham um papel basicamente turístico nos centros das cidades. Seus edifícios estão sendo fechados ou reagrupados em paróquias maiores — vazios durante a maior parte da semana, se tornam um alvo convidativo para vândalos.
“Parte da população não foi socializada como cristã e não percebe o que esses ataques podem significar”, explica o sociólogo Philippe Portier.
A polícia acredita que os ataques podem ser promovidos por diferentes grupos de pessoas: ladrões de artigos religiosos que podem ser vendidos no mercado negro e vândalos hostis à religião, mas que geralmente não são identificados.
Esses vândalos derrubam cruzes, dispersam hóstias e destroem estátuas para chocar os católicos que consideram esses objetos sagrados.
Miviludes, uma agência do governo criada em 2002 para monitorar seitas religiosas e políticas que possam constituir ameaça à segurança pública, alertou há mais de uma década contra satanistas que atacam cemitérios e promovem “atos bárbaros”.
Embora o número de satanistas na França seja pequeno, as ideias que eles representam — hostilidade à religião e rejeição de instituições — se lançam em pontos de vista mais amplos na sociedade francesa.
“Há novos movimentos religiosos que consideram que a imposição da crença em Deus nos castrou e eles devem destruir seus símbolos”, disse Portier.

domingo, 7 de abril de 2019

Perseguição em Brunei


Cristãos recém-convertidos serão 

condenados à morte, com adoção 

da lei Sharia em Brunei

A apostasia já era considerada crime anteriormente em Brunei, 

porém agora passa a ser punida com a pena de morte.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA PORTAS ABERTAS (EUA) / BBC
ATUALIZADO: QUINTA-FEIRA, 4 ABRIL DE 2019 AS 11:43

Sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, adotou a lei Sharia em sua total extensão, após exigir que o país tivesse um ensino islâmico rigoroso. (Foto: BBC)
Sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, adotou a lei Sharia em sua total extensão, após exigir que o país tivesse um ensino islâmico rigoroso. (Foto: BBC)
Na última quarta-feira (3), a lei Sharia entrou em vigor — em toda sua extensão — oficialmente em Brunei. A mais nova e terceira fase da lei é uma notícia difícil para os cristãos recém-convertidos que devem se esconder mais profundamente no pequeno país governado pelos sultões na ilha de Bornéu, no Sudeste Asiático, onde a conversão do Islã para qualquer outra religião é considerada um crime de apostasia) e punível com a morte.
Desde a primeira vez que introduziu a lei Sharia em 2014, o sultão Hassanal Bolkiah, 72 anos, vem incentivando a islamização do país, onde os muçulmanos compõem cerca de dois terços da população do país, de 434.000. Ele pediu que o país tivesse uma educação com ensinamentos islâmicos “mais fortes”. Atualmente, Brunei ocupa a posição de número 36 na Lista Mundial de perseguição religiosa da Missão Portas Abertas.
As novas leis — que violam direitos humanos básicos — aplicam a pena de morte para várias ofensas, incluindo adultério, roubo, estupro, sodomia e insultos ao profeta Maomé.
A primeira fase, que cobria crimes puníveis com pena de prisão e multas, foi implementada em 2014. Agora, a nova fase pune crimes, como roubo, punível com amputação e apedrejamento.
A lei se aplica principalmente aos muçulmanos, incluindo crianças que atingiram a puberdade, embora alguns aspectos se apliquem a não-muçulmanos. Por exemplo, aqueles que “persuadem, dizem ou encorajam” crianças muçulmanas menores de 18 anos “a aceitar os ensinamentos de outras religiões que não o Islã” podem ser multados ou presos.
Indivíduos que não atingiram a puberdade, mas são condenados por certas ofensas, podem ser sujeitos a chicotadas.
Ira internacional
Desde o anúncio da plena implementação da lei, o governo de Brunei, uma monarquia absoluta, enfrentou muitas críticas internacionais e oposição de grupos de direitos humanos. O clamor público provavelmente explica o anúncio de última hora da terceira etapa da implementação, feito apenas 10 dias atrás, disse Tomas Muller, analista de perseguição da unidade de pesquisa da Portas Abertas.
Na segunda-feira, 1º de abril, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bauchelet, instou Brunei a reconsiderar a implementação das leis.
"Qualquer legislação baseada na religião não deve violar os direitos humanos, incluindo os direitos daqueles pertencentes à religião da maioria, bem como das minorias religiosas e não-religiosas", disse Bauchelet em um comunicado, alertando que as novas leis poderiam levar à violência e discriminação .
“Apóstatas do islã”
Cristãos que deixaram o Islã já enfrentam discriminação em Brunei, onde a conversão é considerada ilegal, assim como a importação de Bíblias. Festas públicas de Natal foram banidas desde 2015.
Como a conversão do Islã é estritamente contrária às leis de Brunei, os convertidos ao cristianismo serão separados de seus cônjuges e filhos, e seu cônjuge será forçado a se divorciar de seu parceiro. Se os convertidos forem identificados pelo departamento de segurança, eles são ameaçados com a pena de morte, na tentativa de fazê-los renunciar a sua fé.
“Embora ainda não esteja claro qual impacto adicional terá o novo código penal, é certo que ele afetará todos os ex-muçulmanos que se converterem do islamismo para outra fé como o cristianismo”, disse Muller.
“É de se esperar que não apenas a sociedade mude - dependendo do que exatamente será considerado como 'anti-islã' — mas também que os cristãos convertidos do país serão forçados a esconder sua fé com mais cuidado”, acrescentou.
Apedrejamento de homossexuais
Além da postura de ‘tolerância zero’ com relação à ‘apostasia’, com adoção da lei Sharia, Brunei também continua mostrando a crueldade do extremismo islâmico ao prever o apedrejamento de homosseuxuais. A comunidade gay do país está temerosa com relação à nova lei.
A homossexualidade já era considerada crime no país, passível de punição com 10 anos de prisão. Porém a pena de morte por apedrejamento passa a valer com esta nova fase da adoção da lei sharia.
O fato acaba comprovando algo que sempre foi inquestionável, porém os movimentos de esquerda em todo o mundo se negavam em assumir: apoiar o islamismo e o movimento LGBT é algo incongruente.
A lei Sharia é intolerante e não dá qualquer espaço para diálogo entre opiniões divergentes.