segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Discriminação contras os cristãos entre os refugiados...na Europa

21 SETEMBRO, 2015

É assim que Inglaterra e França discriminam os cristãos no acolhimento aos refugiados.

O alarme do Arcebispo da Cantuária: “Apenas os refugiados dos acampamentos da ONU? Mas ali os islamitas expulsam os cristãos”. Na França, por sua vez, há “exigências específicas”.
Por Tempi | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: Inglaterra e França se comprometeram a acolher, respectivamente, 20 mil e 24 mil imigrantes, mas as regras estabelecidas por ambos os governos discriminam os cristãos, que é o grupo de pessoas que mais necessita de acolhimento.
“CRISTÃOS SÃO DEIXADOS POR ÚLTIMO”. O alarme foi soado na Inglaterra pelo ex-arcebispo da Cantuária, Lord Carey, que escreveu no Telegraph: “Quem entre nós pede há meses compaixão pelas vítimas da Síria, vive uma grande frustração, porque a comunidade cristã, mais uma vez, é abandonada e deixada por último”. O primeiro-ministro David Cameron, de fato, anunciou que acolherá somente aqueles que já se encontram em um acampamento de refugiados das Nações Unidas.
DISCRIMINAÇÃO. “Mas, assim – continua o antigo primaz anglicano -, Cameron inadvertidamente discrimina as comunidades cristãs, que são as mais afetadas por esses carniceiros desumanos que se autodenominam Estado islâmico. Você não vai encontrar nenhum cristão em campos da ONU, porque eles são atacados e feitos alvos dos muçulmanos que os expulsam desses campos. Por isso, eles procuram refúgio em casas particulares e nas igrejas”.  Ao invés de discriminar os cristãos, “a Inglaterra deveria considerá-los uma prioridade, porque eles são o grupo mais vulnerável. Além disso, nós somos uma nação de origem cristã e os cristãos sírios não teriam problemas para se adaptar. Alguns não vão gostar do que eu vou dizer, mas nos últimos anos a imigração muçulmana em massa para a Europa tem sido excessiva e levou ao surgimento de guetos onde eles vivem à  margem da sociedade”.
APELO DOS ANGLICANOS: Após a publicação deste artigo, o atual arcebispo da Cantuária, Justin Welby, falou pessoalmente do problema durante uma reunião privada com o primeiro-ministro britânico. Ele repetiu as palavras pronunciadas segunda-feira diante da Câmara dos Lordes: “Nos campos de refugiados da ONU, a radicalização e a intimidação são generalizadas. Assim, a população cristã foi forçada a fugir desses campos. Qual é a política do governo para alcançar os refugiados que não estão nos campos?”.
EXIGÊNCIAS PRECISAS. O problema da discriminação contra os cristãos no acolhimento de refugiados não acontece apenas na Grã-Bretanha, mas também na França. O especialista em Síria da Universidade de Tours, Frederic Pichon, declarou em 11 de setembro na Rádio Courtoisie: “Esta tarde, eu falei com um alto funcionário da República que trabalha no acolhimento de refugiados e ele me disse que eu poderia divulgar essa informação. Então, eu aproveito esta oportunidade para fazê-lo: há exigências específicas da parte do governo para ignorar o problema dos cristãos no Oriente”.
INÚTIL PEDIR VISTO. Em primeiro lugar, de acordo com as informações de Pichon, o motivo pelo qual “os cristãos iraquianos e sírios esperam até oito meses por um visto na sede da Embaixada da França no Líbano” é porque “o dossier sobre cada um deles é examinado por uma empresa privada de propriedade de um muçulmano sunita”. Ele continua: “É um alto funcionário, um prefeito que me revelou que ele mesmo aconselhou os cristãos a não buscar os vistos, mas tentar atravessar através da Turquia”, e depois buscar as vias ilegais percorridas por todos os outros imigrantes ilegais, “se eles quiserem arriscar a ter uma chance”.
CONTRA O REGIME. Mas o que seriam essas “exigências precisas” por parte do governo? “Segundo o que me revelou o funcionário do governo francês, o conceito é o seguinte: ‘Sírios podem ser acolhidos, mas sob a condição de que eles não sejam favoráveis ao regime [Assad]'”. Subentendido: se você é alauíta ou cristão, você é considerado pró-regime, e assim o seu visto “nunca chegará”.
TRADUTORES ÁRABES. Este não é o único problema. Falando no mesmo programa de rádio, Marc Fromager, chefe da “Aide à l’Eglise en détresse” (Ajuda à Igreja que Sofre) revelou: “Não é de hoje que eu recebo denúncias desse tipo aqui na França”. Por exemplo, os cristãos egípcios que fogem do seu país, porque são ameaçados. O caso deles está sendo tratado com a ajuda de tradutores de árabe que são quase todos muçulmanos de origem norte-Africana. Estranhamente, quase nunca acontece destes cristãos serem reconhecidos como tendo direito a asilo político e assim são rejeitados. Ao invés disso, os muçulmanos são bem-vindos com muita facilidade. Seria necessário tradutores neutros sob o plano religioso e que façam seu trabalho com isenção, porque era evidente que os cristãos egípcios se encontravam em perigo físico”.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

No Iraque, havia mais de 2 milhões de cristãos, hoje somos pouco mais de 200.000.

9 SETEMBRO, 2015

Igreja dos mártires, Igreja do sangue.

“O nome da nossa igreja é Igreja dos mártires, Igreja do sangue. Antes de 2003, no Iraque, havia mais de 2 milhões de cristãos, hoje somos pouco mais de 200.000. Eu não estou aqui para incentivar o ódio contra o Islã, estou aqui para representar o meu povo e eu lhes digo que se há alguém aqui que ainda pensa que o ISIS não representa o Islã, está muito enganado: o ISIS é o Islã 100 por cento.
Menino iraquiano cristão que fugiu com a família da vila de Hamdania- província de Mosul.
Menino iraquiano cristão que fugiu com a família da vila de Hamdania- província de Mosul.
Nasci entre muçulmanos, tenho mais amigos entre muçulmanos do que cristãos, mas não posso deixar de dizer o mesmo que Papa Francisco: o que está ocorrendo não é apenas um conflito, existe um genocídio em curso […] Os cristãos no Oriente Médio sofrem tudo isso. Quando eu estava acorrentado [na prisão], minha corrente tinha 10 anéis e um grande bloqueio: eu usei-a como um rosário, rezando uma Ave Maria para cada anel e o Pai Nosso para o bloqueio. Eu não estou com medo, eu não sou um herói, e eu não estou reclamando do que me aconteceu. Nós carregamos a cruz e seguimos a cruz de Jesus. Eu sei que a última palavra será nossa, porque Jesus nos salvou. Estou aqui para dizer a vocês: sejam a nossa voz, falem e despertem. O câncer está às vossas portas e vos destruirá. Os cristãos no Oriente Médio, no Iraque, são o único grupo que viu de perto a face do mal: o islã.
Orem pelo meu povo, ajudem o meu povo, salvem meu povo. Por que deixar as ovelhas jogadas em meio aos lobos? Eu sou apenas um sacerdote, em breve, provavelmente, irão me matar e nos destruirão. Mas nós pertencemos a Jesus, Jesus é a nossa terra prometida. Mas, vocês, porém, devem agir, obrigado”.
O sacerdote, há um ano, viu chegar em sua paróquia mais de 120.000 cristãos em fuga do Estado islâmico, não mede palavras ao descrever o seu calvário e o de seu povo. O pastor de Erbil também contou a sua história, sobre a sua igreja bombardeada por terroristas, o sequestro que ele sofreu nas mãos de extremistas muçulmanos com torturas que se prolongaram por nove dias, enquanto seus algozes ouviam na televisão as leituras do Corão. 
Tradução: Gercione Lima | FratresInUnum.com

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Maior perseguição da história: islã contra cristianismo



Nada menos que 100 milhões de cristãos são perseguidos hoje no mundo todo
Um dossiê da Caritas italiana expõe a situação dos cristãos e o aumento global da intolerância às minorias





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© al-Furqān Media
Mais de 100 milhões de cristãos em todo o mundo são vítimas de discriminação, perseguição e violência: existe a intolerância do fanatismo religioso e ideológico, existem sistemas institucionais que não reconhecem a liberdade religiosa, existem estratégias políticas dos regimes totalitários.

Entre os dez países com maior registro de perseguição contra minorias e grupos étnico-religiosos, encontram-se dois do
 Oriente Médio (a Síria e o Iraque, onde o terrorismo do Estado Islâmico potencializou a barbárie até níveis estarrecedores), três da Ásia (o Afeganistão, o Paquistão e Mianmar, antiga Birmânia) e cinco daÁfrica (a Somália, o Sudão, a República do Congo, o Sudão do Sul e a República Centro-Africana). Merece triste destaque também a Coreia do Norte do ditador Kim Jong-un, onde de 50 a 70 mil cristãos estão confinados em campos de detenção.

Estima-se que de novembro de 2013 a 31 de outubro de 2014, no mínimo 4.344 cristãos foram assassinados no mundo
 unicamente por razões ligadas à sua fé. No mesmo período e pelo mesmo motivo, 1.062 igrejas cristãs foram atacadas.

O relatório da Caritas italiana (
"Perseguitati. Cristiani e minoranze nella morsa tra terrorismo e migrazioni forzate" - "Perseguidos: cristãos e minorias nas garras do terrorismo e da migração forçada", publicado no final de julho e disponível em www.caritasitaliana.it) apresenta em dados concretos um fenômeno que o papa Francisco e os bispos do Oriente Médio vêm denunciando com ênfase, mas que parece ainda não ter sacudido a consciência do Ocidente cristão. O paradoxo é que justamente a errônea identificação entre Ocidente e cristianismo é um dos motivos que transformam os cristãos em alvo de perseguição nesses países e em vários outros, como explicou à Aleteia um dos editores do relatório, Silvio Tessari, responsável pelos setores Norte da África e Oriente Médio da área internacional da Caritas italiana.


Aleteia: O relatório destaca dados impressionantes. A perseguição aos cristãos é um fenômeno subestimado no tempo ou está acontecendo uma escalada?

Tessari: Pior que subestimado. Este fenômeno tem sido praticamente ignorado. Houve certa tomada de consciência no ano passado, quando o Estado Islâmico foi conquistando territórios do Iraque e da Síria e forçando os cristãos a se converter ou fugir apenas com a roupa do corpo. Mas não é só o Estado Islâmico. A Europa continua se fazendo de surda e apontando no islamismo radical a principal razão das perseguições contra os cristãos no Oriente Médio e no mundo. Isto é só parcialmente verdadeiro. Por exemplo, em países da América Latina, como o México, os cristãos estão sendo alvo do narcotráfico porque defendem valores que arruinariam o mercado da droga. Em outros países, como a Índia, existem leis que não permitem conversões religiosas e, portanto, limitam a liberdade de consciência.

Aleteia: É um problema que também afeta muitas outras minorias étnicas e religiosas, não?

Tessari: Sem dúvida. Os cristãos estão sendo muito perseguidos no Oriente Médio, mas o mesmo acontece com os yazidis e com a violência sectária entre sunitas e xiitas, que são as duas principais confissões dentro do mundo muçulmano. Com a presença da Caritas em tantos países diferentes, nós percebemos que há um aumento da intolerância em todo o planeta em relação a quem é “diferente de mim”. Isso também é notável na própria Europa com a crescente intolerância às minorias, especialmente no Norte, em países como a Noruega, a Dinamarca, a Suécia, que eram reconhecidos pela abertura e pela democracia.

Aleteia: Quais são as causas?

Tessari: O relatório aponta que, muitas vezes, as chamadas "guerras religiosas" disfarçam, na realidade, muitos interesses políticos e econômicos bem específicos. Também é forte a questão da desigualdade: é inegável que, se os recursos fossem distribuídos de forma mais equitativa, se houvesse mais justiça social no mundo e dentro dos países, os conflitos teriam menos chances de explodir. As dificuldades das várias situações econômicas e sociais são como combustível jogado no fogo. E quando se procura um bode expiatório, o cristianismo é identificado em muitos países com o Ocidente, que é visto como rico e egoísta. Além do mais, é claro que é mais fácil culpar os cristãos que estão ali ao lado do que o Parlamento Europeu e a Casa Branca.

Aleteia: Diante do terrorismo de matriz islâmica também é fácil sucumbir à ideia do "choque de civilizações". Como evitar esse reducionismo?

Tessari: Temos de construir uma cultura contrária. É verossímil que possa explodir um conflito entre sistemas ideológicos e religiosos, mas também existem muitas razões para as pessoas escolherem a coexistência pacífica, fazendo o esforço de compreender o ponto de vista do outro. Neste processo, é necessário o respeito por todas as religiões, mas também leis que protejam os direitos fundamentais da pessoa. É um trabalho de construção de civilização para que todos se sintam cidadãos do mundo, com igual dignidade. Nesse trabalho de construção da civilização é possível ressaltar o rosto de paz das religiões, que já se evidencia com o trabalho da própria Caritas no Oriente Médio, por exemplo.


Mártir vítima do Islam

Victim of Muslim Brutality Beatified

Bishop Flavianus Michael Melki was beatified 100 years to the day of his martyrdom

by Church Militant  •   September 1, 2015   1 COMMENT


HARISSA, Lebanon, September 1, 2015 (ChurchMilitant.com) - A Syrian Catholic bishop martyred in the Assyrian Genocide was beatified on August 29 by Pope Francis. 
Born in 1858, Blessed Melkī was ordained a priest in 1883 and ordained the Syriac Catholic bishop of Gazireh (now Cizre, Turkey) in 1913. He was martyred two years later in the Assyrian genocide, after he refused to convert to Islam. 

Earlier in August, Pope Francis approved Melkī’s beatification after he determined that Melkī  was truly martyred. The Pope's chosen beatification date of August 29 is the 100-year anniversary of Blessed Melkī’s martyrdom, down to the very day. 

In an exclusive interview with Vatican Radio, the Prefect of the Congregation for the Causes of Saints, Cdl. Angelo Amato, said that Blessed Flavyānus Mikhayil Melkī is a model of holiness for our time, in which once again the oldest Christian communities face the threat of possible extinction.
Today, as it was one hundred years ago, darkness has fallen in many countries of ancient Christian civilization: The faithful are discriminated against, persecuted, expelled, killed; their houses are not marked with the blood of the Passover lamb to be saved, but with the red "Nu," for '"One belonging to the Nazarene," meaning Christians, as the mark of their sentence.
Cardinal Amato went on to say, "As it was one hundred years ago, at the time of the martyrdom of bishop Melkī, Christians are denied every liberty, they are forced to leave their homeland, or to convert or die."

"In fact," he explained, "death reigns supreme in the persecutors' minds and hearts of stone, who cannot stand the Christian civilization of liberty, respect for others, fraternity justice, charity."

On August 29, Syriac Catholic Patriarch Ignatius Joseph III Yonan presided at the Beatification Mass with Pope Francis. Following his August 30 Angelus, the Pope made a statement.
In the context of a terrible persecution of Christians, he was a tireless defender of the rights of his people, urging all to remain firm in the faith. Even today, dear brothers and sisters, in the Middle East and other parts of the world, Christians are persecuted. There are more martyrs than there were in the first centuries.

May the beatification of this bishop-martyr instill in them consolation, courage, and hope. Let it also be a stimulus to legislators and government leaders to insure religious freedom everywhere, and to the international community to put an end to violence and oppression.
The Assyrian Genocide is a controversial event in history; a number of Muslims object to applying the label "genocide" to the slaughter of Christians at the hand of the Turks, accusing those who use that term of bigotry against Islam.
The genocide was a plan of extermination carried out by the Ottoman Empire on the Chaldean, Syriac and Assyrian populations, all of which were Christian. The Ottomans attempted to exterminate them during a wider ethnic cleansing campaign, which also included the Armenian and Greek genocides.
The Assyrian extermination campaign lasted from 1914 to 1923, Turkey's rulers carrying on the killing even after their empire had been destroyed during World War I. The death toll varies depending on which historical record you consult, with figures ranging from 270,000 to 750,000.

Escravas no Islamismo. Por que não há uma reação do ocidente?

Refugiada conta como é a vida no mercado de escravas do Estado Islâmico


  • Alain Jocard/AFP
Sequestradas, agredidas, vendidas e estupradas: o grupo Estado Islâmico(EI) tem no Iraque um "mercados de escravas", nos quais as mulheres das minorias, como as yazidis ou as cristãs, são vendidas para servir de escravas sexuais, contou à AFP uma jovem que conseguiu escapar desse inferno.

No livro "Escravas do Daech" (nome do EI em árabe), que será lançado na próxima sexta-feira, na França, Jinan, uma curda de 18 anos, conta como foram seus três meses de cativeiro no Iraque, em 2014, nas mãos dos jihadistas, e como conseguiu fugir uma noite roubando umas chaves.

Depois de ficar presa em vários lugares, entre eles um cárcere em Masul, Jinan foi comprada por dois homens, um ex-policial e um imã, que a prenderam em uma casa junto com outras curdas.

"Eles nos torturavam, queriam nos converter à força", conta Jinan à AFP, em Paris, onde se encontra para a publicação de seu livro, escrito junto com o jornalista francês Thierry Oberlé.

"Se negávamos, éramos agredidas, presas do lado de fora em pleno sol, obrigadas a beber água onde flutuavam ratos mortos. Às vezes, nos submetiam a choques elétricos", ela afirmou.

"Esses homens não são humanos, só pensam em morte, em matar. Usam drogas sem parar. Querem se vingar de todo o mundo. Afirmam que um dia o Estado Islâmico reinará no mundo inteiro", completou.

Em Mossul, Jinan foi levada a um imenso salão com colunas, onde dezenas de mulheres estavam reunidas. "Combatentes circulavam a nossa volta. Brincavam, davam risadas grosseiras, nos beliscavam nas nádegas. Um deles me pegou pelo rosto: 'esta tem belos seios, mas quero uma curda com olhos azuis, com feições claras. Parece que essas são as melhores. Estou disposto a pagar o preço que for'", disse o jihadista.

Trocada por uma pistola

A jovem recorda ter visto nesse mesmo mercado de escravas compradores iraquianos, sírios, mas também estrangeiros ocidentais, cuja nacionalidade não sabe determinar. As jovens mais bonitas são reservadas a clientes do Golfo, que podem pagar seu maior preço.

Nas casas onde são retidas, o dia era marcado pelas inúmeras visitas de compradores. "Há vendedores que atuam como intermediários, emires que inspecionam a mercadoria".

"Troco sua pistola Beretta pela moreninha, mas se preferir pagar o preço inteiro são 150 dólares. Aceitamos também dinares iraquianos", disse um deles.

Convencidos de que sua escrava não entendia árabe, seus "donos" falam livremente diante dela. Uma noite ela os ouve conversando:

"Um homem não pode adquirir mais de três mulheres, a menos que venham da Síria, Turquia ou do Golfo", lamenta um deles, que se chamava Abu Omar.

"É para favorecer o negócio", responde o outro, Abu Anas. "Um comprador saudita tem gastos de transporte e alimentação que um membro do Estado Islâmico não tem. Há uma cota mais alta para rentabilizar suas compras. É um bom acordo: a casa de finanças do Estado Islâmico aumenta sua renda para apoiar os jihadistas, e nossos irmãos estrangeiros ficam satisfeitos".

Acompanhada em Paris por seu marido, com o qual conseguiu se encontrar depois de sua fuga, Jinan vive atualmente em um campo de refugiados curdos no Curdistão iraquiano.

"Se voltarmos aos nossos povoados, haverá outros genocídios contra nós. A única solução seria se tivéssemos uma região nossa sob proteção internacional", conclui.

sábado, 30 de maio de 2015

Detalhes da moral islâmica.

Vendida para o EI, menina era obrigada a recitar o alcorão durante estupros

ReproduçãoReprodução

A cada dia que passa o Estado Islâmico comprova que não possui limites. Uma adolescente de 17 anos, vendida como escrava sexual ao grupo, relatou o desespero dos dias que viveu nas mãos do grupo. Atualmente, ela está grávida de três meses.

A garota descreveu sua rotina e relatou todo o horror que passava. Ela era estuprada diariamente por seu “dono” e, além disso, era obrigada a satisfazer todas as vontades dele com a ameaça de ser chicoteada. Uma das principais ordens, diz ela, era de recitar o alcorão durante o estupro.

Quando não realizava todos os desejos sexuais dos estupradores, ela afirma ter sido agredida com chibatadas e com água fervente derramada em suas coxas. De acordo com o relato, ainda, ela diz que sempre seu “dono” convidava um amigo para participar do estupro.

A jovem de 17 anos foi sequestrada em agosto do ano passado quando o EI invadiu Shingal. Ela foi algemada e mantida em um hotel com outras mulheres, que antes de serem vendidas passavam por um exame para comprovar suas virgindades.

O exame era apenas o começo da venda, uma vez que, comprovada a virgindade, as meninas eram enfileiradas em uma sala de 40 homens que as selecionavam pelo cheio. O responsável pela “compra” da jovem que denunciou os abusos levou com ela outras três meninas, sendo uma delas a irmã de apenas 10 anos.

terça-feira, 28 de abril de 2015

A extinção do cristianismo na Turquia

A Hagia Sophia em Istambul, a maior catedral do mundo cristão de outrora.
(imagem: Antoine Taveneaux/Wikimedia Commons)
Enquanto cristãos ortodoxos orientais comemoravam recentemente a Semana Santa, uma igreja de valor histórico inestimável em Istambul, a outrora magnífica cidade cristã de Constantinopla, está testemunhando mais um abuso nas mãos das autoridades ora no poder.
"A catedral e o museu da histórica Istambul, Hagia Sophia, presenciaram a primeira vez que o Alcorão foi recitado sob seu teto no sábado após 85 anos", segundo foi noticiado pela agência estatal de notícias Anatolian News Agency da Turquia. "O Departamento para Assuntos Religiosos inaugurou a exibição "Amor do Profeta", como parte das comemorações do nascimento do Profeta islâmico Maomé".
Muito embora os cristãos sejam uma pequena minoria na Turquia de hoje, o cristianismo tem uma longa história na Ásia Menor, terra natal de diversos apóstolos e santos cristãos, inclusive Paulo de Tarso, Timóteo, Nicolau de Mira (Lícia) e Policarpo de Esmirna.
Todos os sete primeiros Concílios Ecumênicos foram celebrados no que é a Turquia de hoje. Dois dos cinco centros (Patriarcados) da antiga Pentarquia, Constantinopla (Istambul) e Antioquia (Antakya), também estão localizados na Turquia. Antioquia foi o lugar em que pela primeira vez os seguidores de Jesus foram chamados de "cristãos".
A Turquia também é a terra natal das Sete Igrejas da Ásia, para onde foram enviadas as Revelações de João. Nos séculos seguintes inúmeras igrejas foram construídas naquela região.
Uma delas, a Hagia Sophia já foi a maior catedral do mundo cristão, até a queda de Constantinopla nas mãos dos otomanos em 29 de maio de 1453, seguida por três dias de saques desenfreados.[1]
Hagia Sophia não foi poupada. Os saqueadores invadiram a Hagia Sophia destruindo os portões. Sitiados dentro da igreja, congregados e refugiados se tornaram espólio a ser dividido entre os invasores otomanos.
O historiador Steven Runciman relata em The Fall of Constantinople (A Queda de Constantinopla), 1453:
"eles massacraram qualquer um que estivesse nas ruas, homens, mulheres e crianças sem distinção. O sangue jorrava como em rios ruas abaixo das alturas de Petra ao Chifre de Ouro. Rapidamente a ânsia pelo morticínio foi se acalmando. Os soldados logo perceberam que cativos e peças preciosas lhes trariam grande lucro".[2]
Após a queda da cidade, a Igreja Hagia Sophia foi transformada em mesquita.
Uma mesquita com o nome de Hagia Sophia (em grego Ἁγία Σοφία, "Sabedoria Sagrada") é permitido desde que a igreja esteja sob o controle de uma teocracia islâmica. É como se houvesse uma mesquita chamada "A Mesquita Armênia da Cruz Sagrada".
Nos anos 1930, o governo turco a transformou em um museu. Agora, transformá-la em um museu não denota um verdadeiro estado democrático. Uma das características em comum entre o Império Otomano e a Turquia moderna parece ser a intolerância às igrejas.
Em 2013 o vice-primeiro-ministro da Turquia Bulent Arinc, expressou seu desejo de ver o Museu Hagia Sophia ser usado como mesquita, até referindo-se a ele como "Mesquita Hagia Sophia".
"A Turquia não está transformando igrejas em mesquitas porque há uma carência de mesquitas ou porque a Turquia não dispõe de recursos para construí-las", segundo Constantine Tzanos. "A mensagem transmitida por aqueles na Turquia que materializaram a conversão de igrejas cristãs em mesquitas e que preconizam a conversão da Hagia Sofia é a de que a Turquia é um país islâmico e não é tolerada nenhuma outra religião".
Em novembro de 2014, o Papa Francisco foi o quarto Papa a visitar a Turquia. O porta-voz do ministério das relações exteriores da Turquia Tanju Bilgic disse aos repórteres que durante a visita, a questão de uma "aliança de civilizações, diálogo de culturas, xenofobia, a luta contra o racismo e desenvolvimento político na região" fazem parte de agenda do Papa.
A agenda do Papa Francisco devia na realidade incluir as igrejas da Turquia que foram destruídas, danificadas ou convertidas em muitas coisas, inclusive estábulos, como a histórica Igreja Armênia Gregoriana na província de Izmir (Esmirna). "Há cidadãos que colocam suas vacas e cavalos dentro da igreja, ao mesmo tempo que os vizinhos reclamam que a igreja se transformou em antro de viciados e alcoólatras", de acordo com o jornal Milliyet.
Outra vítima da intolerância de igrejas na Turquia, a Igreja Bizantina Agios Theodoros em Istambul, foi primeiro convertida em mesquita durante o governo do Sultão Otomano Mehmed II, recebeu o nome em homenagem a Mollah Gurani, o quarto Sheikh-ul-Islam (a autoridade que governava os assuntos religiosos dos muçulmanos no Império Otomano).
Foi reportado em março de 2014 que a entrada da ex-mesquita/igreja se transformou em uma "casa" e o andar superior em um "apartamento". Uma cabana foi construída em seu jardim. O quarto do padre é agora o banheiro.
Séculos depois, os hábitos dos turcos otomanos, ao que tudo indica, não mudaram.
Hoje a Turquia conta com uma percentagem menor de cristãos em relação a sua população do que a de qualquer um de seus vizinhos, menos que na Síria, Iraque ou Irã. A maior causa disso foram os massacres ou genocídios assírios,armênios e gregos ocorridos entre 1915 e 1923.
Pelo menos 2,5 milhões de cristãos nativos da Ásia Menor foram mortos, abertamente massacrados ou vítimas de deportações, trabalho escravo ou marchas da morte. Muitos deles morriam em campos de concentração, de doenças ou inanição.
Muitos gregos que sobreviveram ao massacre foram expulsos de suas casas na Ásia Menor em 1923, quando da troca forçada da população entre a Turquia e a Grécia.
A devastação física foi seguida pela devastação cultural. Do começo ao fim da história da república turca, inúmeras igrejas e escolas cristãs foram destruídas ou transformadas em mesquitas, depósitos e estábulos, entre outras coisas.
O colunista Raffi Bedrosyan relata no Armenian Weekly que
"sobraram somente 34 igrejas e 18 escolas hoje na Turquia, a maioria em Istambul, com menos de 3.000 estudantes nessas escolas".
...
"Estudos recentes estimam que havia cerca de 2.300 igrejas armênias na Turquia antes de 1915. O número de escolas antes de 1915 é estimado em aproximadamente 700 com 82.000 estudantes. Esses números valem apenas para igrejas e escolas sob jurisdição do Patriarcado Armênio de Istambul e da Igreja Apostólica e, portanto não incluem as inúmeras igrejas e escolas pertencentes às paróquias armênias católicas e protestantes".
Walter Flick, estudioso da International Society for Human Rights na Alemanha, afirma que a minoria cristã na Turquia não usufrui dos mesmos direitos que a maioria muçulmana.
"A Turquia tem aproximadamente 80 milhões de habitantes", segundo ele. "Há apenas cerca de 120.000 cristãos, ou seja, menos de um por cento da população. Os cristãos, sem a menor sombra de dúvida, são vistos como cidadãos de segunda classe. O cidadão de verdade é muçulmano e os que não são muçulmanos são vistos com suspeita".
De acordo com um levantamento de 2014, 89% da população turca disseram que o que define uma nação é fazer parte de uma determinada religião. Entre os 38 países que responderam à pergunta, se fazer parte de uma religião específica (Islã) é importante na definição do conceito de uma nação, a Turquia com 89% da população concordando, ficou em primeiro lugar no mundo. [3]
"De certa maneira a política de Ancara contra os cidadãos cristãos da Turquia acrescentou um viés moderno e uma crueldade sofisticada às normas e práticas otomanas", explica a cientista política Dra. Elizabeth H. Prodromou e o historiador Dr. Alexandros K. Kyrou. "Nas palavras de um hierarca anônimo da igreja na Turquia, temeroso pela vida de seu rebanho, os cristãos na Turquia são uma espécie ameaçada de extinção".
Em 4 abril de 1949, os signatários da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Washington D.C.anunciaram: "As Partes desse Tratado reafirmam sua fé nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e no desejo de viver em paz com todos os povos e todos os governos. Elas estão determinadas a salvaguardar a liberdade, civilização e herança comum de seus povos, fundamentados nos princípios da democracia, liberdade individual e estado de direito. Elas procuram promover estabilidade e bem-estar no âmbito do Atlântico Norte. Elas são resolutas quanto à união de seus esforços quanto à defesa coletiva e à preservação da paz e segurança".
Fazer parte da União Européia e da OTAN requer respeitar os valores humanistas, judaicos, cristãos, helenistas e seculares que caracterizam a civilização ocidental e vêm contribuindo para os direitos civis, democracia, filosofia e ciência, dos quais todos podem se beneficiar.
Lamentavelmente a Turquia, membro da OTAN desde 1952 e ao que consta, candidata a membro da União Européia, logrou, quase que por completo, destruir toda a herança cultural cristã da Ásia Menor.
Tudo isso lembra o que o EIIS e demais exércitos jihadistas vêm fazendo no Oriente Médio. Na Turquia a população cristã remanescente, netos dos sobreviventes do genocídio, ainda estão expostos à discriminação. Os velhos hábitos dos turcos otomanos parecem não morrer.
Notas:

[1] Runciman, Steven (1965). The Fall of Constantinople, 1453. Cambridge: Cambridge University Press.
[2] Ibid.
[3] Em 2014, o Professor Ersin Kalaycioglu da Universidade de Sabanci e o Professor Ali ‎Carkoglu da Universidade de Koc conduziram a pesquisa "Nacionalismo na Turquia e no mundo", baseada nas entrevistas de cidadãos turcos com idade acima de 18 anos em 64 cidades por toda a Turquia. "De modo que de acordo com os cidadãos (turcos) nas ruas, turco é aquele que é muçulmano", segundo o Prof. Carkoglu.


Uzay Bulut
, muçulmana de nascença, é uma jornalista turca estabelecida em Ancara.
Do Gatestone Institute.
Original em inglês: 
Churches in Turkey on the Verge of Extinction
Tradução: Joseph Skilnik